Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Filosofia na pandemia

Falar sobre a morte? Uma advertência para a vida...

Talvez por conta da pandemia de COVID-19 e o grande número de mortos no mundo, os últimos livros que li falam sobre o morrer, trazem uma reflexão sobre como nos sentimos quando temos uma doença terminal e sabemos que o tempo de vida que nos resta está acabando. "A morte de Ivan Ilitch" , de Leon Tolstoi, é uma ficção e, como o nome sugere, narra a morte - e também a vida - de um juiz de 45 anos, no século XIX. Em seguida, li "A morte é um dia que vale a pena viver" , de Ana Claudia Quintana Arantes, livro atual que aborda o morrer do ponto de vista de uma médica especialista em Cuidados Paliativos. Ana Claudia trabalha com doentes terminais e observa que o que mais os apavora não é a morte em si, mas a ideia de não ter aproveitado a própria vida, o como vivemos. "E se na verdade toda a minha vida tiver sido errada?" , se questiona Ivan Ilitch.  Falar sobre o fim nos lembra do caminho que percorremos, não é verdade? Não me sinto à vontade para "dar co...

Sejamos realistas esperançosos!

Eu costumo dizer que sou uma pessoa otimista, meu copo está sempre meio cheio. Ao longo da vida - hoje tenho 46 anos - essa maneira de viver o dia a dia foi muito confundida com alienação, ingenuidade ou era a menina "que não deve ter problemas", sempre sorrindo. Talvez faça mesmo algum sentido porque, de fato, não acho que preciso ter opinião sobre tudo (alheia por convicção!), acredito no ser humano (" you may say I'm a dreamer" ) e, realmente, não tive grandes dificuldades ao longo da vida. Mas gosto de pensar que sou uma realista esperançosa , no dizer de Ariano Suassuna. Ao longo desses meses, em meio à pandemia do coronavírus, refleti sobre o conceito de espera-nça e seu oposto, o des-espero . Ouvi filósofos e poetas. Para mim, quem tem esperança espera que o Bom, o Belo, o Justo e o Verdadeiro - os ideais platônicos - se sobreponham. Porque é próprio do homem. Confia no insondável, na vida e, principalmente, tem fé em si mesmo . A esperança em que acredi...

Passarinho Feio ou Pegasus? A escolha é nossa.

A "Lenda do Pégaso" é uma linda canção de Moraes Moreira e Jorge Mautner, que fala de um passarinho feio que não sabia quem era nem a que veio e, então, vivia a sonhar em ser o que não era. Alguém se identifica? Quem de nós pode, de fato, afirmar que se conhece, que age conforme seus princípios e finalidades, sem se deixar levar pelos desejos e opiniões do outro, imune a qualquer tipo de manipulação ou influência? Era uma vez, vejam vocês, um passarinho feio Que não sabia o que era, nem de onde veio Então vivia, vivia a sonhar em ser o que não era Voando, voando com as asas, asas da quimera Sonhava ser uma gaivota porque ela é linda e todo mundo nota Quando Alice - no País das Maravilhas - pergunta ao gato qual o melhor caminho, ele questiona para onde ela deseja ir e ela responde que não sabe, ao que ele retruca: então, qualquer caminho serve. E não é assim? Qual meu propósito de vida? Para que vive Carla Jucá? Como vive? Por que vive? (um professor me fez essas perguntas ...

Você tem fome de quê?

Você já reparou que os alimentos ingeridos impactam nosso corpo de maneiras distintas? Que há comidas que "caem bem" e outras nem tanto? É até meio óbvio isso. Da mesma forma, acredita-se que o que consumimos através dos outros sentidos, não apenas o paladar, tem o poder de nos impactar positiva ou negativamente. O tipo de música que ouvimos, os cheiros que nos rodeiam - Maria Bethânia tem um documentário chamado "Música é Perfume" e ela comenta como esses dois elementos são poderosos e conseguem nos afetar instantaneamente! -, os programas que assistimos (quem não já ficou com medo de dormir depois de assistir um filme de terror?rs) e o contato das superfícies com a nossa pele... algo áspero desperta sensações diferentes de uma seda ou um veludo, concordam? Quando estamos nos sentindo com medo e apreensivos, assistir filmes que falam de amor e cuidado e bondade e gentileza aquece nosso coração. Experimente. Estamos vivendo um mundo "covidiano" - isol...

Há coisas que dependem de nós e outras não... filosofia na pandemia!

Muito se tem dito sobre essa época que estamos vivendo, acuados em casa por um vírus minúsculo. Digo em relação ao aspecto espiritual da coisa. Que se trata de karma coletivo. Que podemos abrir um portal e dar um salto evolutivo ou retrocedermos e cairmos em um buraco escuro. Que é uma chance de exercitarmos solidariedade e pensarmos mais no outro do que em si mesmo. Até que se trata de uma "faxina" na humanidade e apenas os mais egoístas serão levados, eu já ouvi. Vai saber! Para além do aspecto metafísico, no entanto, vejo que, de fato, se trata de uma oportunidade para estarmos ensimesmados. Sem deslocamentos, sem praia, sem barzinho, sem jantares, sem teatro nem cinema, sem Shopping, sem trânsito para reclamarmos. Sim, talvez o maior desafio dessa quarentena seja justamente a convivência com nosso mundo interior. O estar em silêncio. Sem as muletas externas... teletrabalho, aulas online, lavar pratos, netflix, livros, lavar pratos, youtube, amazon prime, spotify, lav...