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Mostrando postagens com o rótulo Cinema Nacional

Entre nós

Vi um filme brasileiro - Entre nós (direção de Paulo Morelli) - com uma ideia interessante, embora não original, amigos que escrevem cartas, as enterram e se encontram 10 anos depois para relê-las e falar da vida. Há, também, um acontecimento marcante, também nada novo, um deles sofre um acidente, morre e tem seu livro roubado por um dos amigos que o lança como se fosse seu. Poderia ter personagens fortes, com histórias interessantes, mas achei raso, superficial... Bem, de qualquer forma, a música do grupo é linda e por isso gerou esse registro. ;-) Na asa do vento (João do Vale) Deu meia noite, a lua abre um claro Eu assubo nos aro, vou brincar no vento leste A aranha tece puxando o fio da teia A ciência da abeia, da aranha e a minha Muita gente desconhece Muita gente desconhece, olará, viu? Muita gente desconhece Muita gente desconhece, olará, tá? Muita gente desconhece A lua é clara, o sol tem rastro vermelho É o mar um grande espelho onde os dois vão s...

Hoje eu (não) quero voltar sozinho

O longa brasileiro Hoje eu quero voltar sozinho , premiado no Festival de Berlim, é uma graça de filme! Direção de Daniel Ribeiro. Os atores principais são o Guilherme Lobo, que interpreta Leonardo (não, ele não é cego de verdade!), a Tess Amorim, a Giovana, melhor amiga de Leonardo, e o Fabio Audi, que faz Gabriel, o menino dos cachinhos. Veja essa entrevista curtinha com os meninos: Esse delicado filme nos conta sobre as descobertas da adolescência, o primeiro amor, o primeiro beijo (Acredito que o primeiro beijo sempre - e em qualquer tempo - irá causar frio na barriga e alguma taquicardia...rs). Acontece que a estória se passa em um contexto especial, o protagonista é um rapaz cego de nascimento. O filme, então, pincela a questão da inclusão, como é estar inserido em uma sociedade voltada para os que enxergam, a relação com os pais e colegas de escola. Na minha opinião, no entanto, o mérito maior da película é abordar com sutileza - cenas delicadas, trilha sonora...

Flores raras

Acho que a crítica é sempre muito exigente com o cinema nacional, não sei se com razão ou sintoma de um complexo de inferioridade, sei lá! Vi Flores Raras e gostei bastante. O filme conta a (es)história da escritora americana Elisabeth Bishop (Miranda Otto)  com a paisagista brasileira Lota de Macedo Soares (Glória Pires), responsável pelo projeto do Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro. Fui apresentada à poetisa há uns 10 anos, trabalhamos na disciplina "Tópicos em Tradução" o poema fantástico One Art , com o qual Bruno Barreto começa e termina o filme, nos mostrando - de maneira simples - o correr da vida da escritora, seu universo e seu fazer poético. One Art The art of losing isn't hard to master; so many things seem filled with the intent to be lost that their loss is no disaster, Lose something every day. Accept the fluster of lost door keys, the hour badly spent. The art of losing isn't hard to master. Then practice losing farther, los...

Cinema Brasileiro

Não sei por que continuo olhando os filmes brasileiros de canto de olho... Preconceito! Surpreendo-me positivamente a todo instante! Esses dias vi Capitães da Areia , uma ótima adaptação - dirigida por Cecília Amado - do romance homônimo de Jorge Amado. Cenas belíssimas da Bahia, sem excessos. De um jeito diferente, a neta do escritor conseguiu manter o ar brejeiro e não-maniqueísta daqueles meninos marginais, senhores impotentes do próprio destino. Dá uma olhada no site: http://www.capitaesdaareia.com.br/ . Hoje, aproveitando a greve da PM na Bahia, vi O Homem do Futuro , uma delícia de filme! A-do-rei! Assentou perfeitamente em minha alma carente de notícias alegres, leves, singelas... A direção e o roteiro são de Cláudio Torres, (filho dos Fernandos Torres. Só uma curiosidade!rs), também diretor de A Mulher Invisível . Você já viu filme de ficção científica brasileiro? Nem eu. E uma comédia romântica misturada com ficção científica com uma pitada de realismo fantást...